Acaba de sair no Nexo Políticas Públicas um artigo assinado pelos diretores da RBMA, Fabio Bezerra, Jackson De Toni e Marcia Joppert. Eles analisam o lançamento da primeira norma internacional dedicada especificamente à avaliação pós-projeto e pós-programa.
O que a norma traz de positivo?
Estabelece um referencial comum e fortalece a governança e o aprendizado organizacional.
Incentiva o planejamento precoce da avaliação, evitando lacunas de dados no encerramento de projetos.
Mas onde moram os desafios?
A norma se limita a avaliações ex-post (após o encerramento), ignorando a importância das fases iniciais e de implementação.
Trata beneficiários e comunidades apenas como fontes de informação, e não como sujeitos ativos do processo.
Pode ser tecnicamente robusta, mas socialmente insuficiente ao silenciar aspectos éticos, políticos e a diversidade de conhecimentos locais.
O artigo propõe que, em contextos complexos, o sucesso de uma avaliação não deve ser medido apenas pela conformidade técnica, mas pela sua capacidade de fortalecer a democracia e reconhecer vozes diversas.
E você, o que acha? A padronização internacional ajuda a profissionalizar o campo ou corre o risco de engessar práticas que exigem sensibilidade social e territorial?
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